Adventista

Descubra mais sobre a História da Igreja Adventista.

A Origem da Igreja Adventista do Sétimo Dia no mundo

Nosso Nome

Existem duas crenças importantes associadas ao nome Adventista do Sétimo Dia. Nós somos pessoas que acreditam na proximidade da Segunda vinda de Jesus Cristo - por isso somos Adventistas. A Segunda parte do nosso nome - Sétimo Dia - se refere ao dia Bíblico de adoração, o sétimo dia da semana, o Sábado.

Nossa Origem

Em apenas um século e meio a Igreja Adventista do Sétimo Dia tem crescido de um punhado de pessoas, que diligentemente estudaram a Bíblia em procura da verdade, para uma comunidade mundial de mais de oito milhões de membros e, outros milhões, que consideram a igreja Adventista seu lar espiritual. Doutrinariamente, os Adventistas do Sétimo Dia são herdeiros do supradenominacional movimento Milleriano da década de 1840. Embora o nome "Adventista do Sétimo Dia" tenha sido escolhido em 1860, a denominação não foi oficialmente organizada até 21 de maio de 1863, quando o movimento incluia cerca de 125 igrejas e 3.500 membros.

Entre 1831 e 1844, William Miller - um pregador Batista e ex-capitão de exército da guerra de 1812 - lançou o "grande despertar do segundo advento" o qual eventualmente se espalhou através da maioria do mundo cristão. Baseado em seu estudo da profecia de Daniel 8:14, Miller calculou que Jesus poderia retornar a terra em 22 de outubro de 1844. Quando Jesus não apareceu os seguidores de Miller experimentaram o que veio a se chamar "O grande Desapontamento."

A maioria dos milhares que haviam se juntado ao movimento, saiu em profunda desilusão. Uns poucos no entanto, voltaram para suas Bíblias para descobrirem porque eles tinham sido desapontados. Logo eles concluíram que a data de 22 de outubro tinha na verdade estado correta, mas que Miller tinha predito o evento errado para aquele dia. Eles se convenceram que a profecia bíblica previa não o retorno de Jesus à Terra em 1844, mas que Ele começaria naquela data um ministério especial no céu para Seus seguidores. Assim, eles continuaram a esperar pelo breve retorno de Jesus, como fazem os Adventistas do Sétimo Dia ainda hoje.

Deste pequeno grupo que se recusou a desistir depois do "grande desapontamento" surgiram vários líderes que construíram a base do que viria a ser a igreja Adventista do Sétimo Dia. Destacam-se dentre estes líderes um jovem casal - Tiago e Ellen White - e um capitão de navio aposentado, José Bates.

Este pequeno núcleo de "adventistas" começou a crescer - principalmente nos estados da Nova Inglaterra na América do Norte, aonde o movimento de Miller havia começado. Ellen White, apenas uma adolescente na época do "grande desapontamento", desenvolveu-se em uma dotada escritora, oradora e administradora, se tornando, e permanecendo, a conselheira espiritual de confiança da família Adventista por mais de 70 anos até sua morte em 1915. Os primeiros Adventistas vieram a acreditar - como têm os Adventistas desde então - que ela desfrutou da direção especial de Deus enquanto ela escrevia seus conselhos para o crescente grupo de crentes.

Em 1860, em Battle Creek, Michigan, EUA, um punhado de congregações de Adventistas escolheram o nome Adventista do Sétimo Dia e em 1863 organizaram formalmente o corpo da igreja com um número de 3.500 membros. No princípio, a atuação foi em grande parte limitada a América do Norte, até 1874 quando o primeiro missionário da igreja, J.N. Andrews, foi enviado para Suíça. A obra na África foi iniciada timidamente em 1879 quando Dr. H.P. Ribton, um recente converso na Itália, se mudou para o Egito e abriu uma escola, mas o projeto terminou quando tumultos começaram a surgir nas vizinhanças. O primeiro país cristão não-protestante a receber a Igreja foi a Rússia, aonde um ministro Adventista foi enviado em 1886. Em 20 de outubro de 1890, a escuna Pitcairn foi lançada em São Francisco e logo designada para levar missionários para as ilhas do Pacífico. Missionários Adventistas do Sétimo Dia entraram pela primeira vez em países não-cristãos em 1894 - Costa Dourada (Gana), oeste da África, e Matalbeleland, África do Sul. No mesmo ano missionários vieram a América do Sul, e em 1896 havia representantes no Japão. A Igreja hoje tem atuação estabelecida em 209 países.

A publicação e distribuição de literaturas foram os principais fatores no crescimento do movimento do Advento. A Advent Review e o Sabbath Herald (hoje Adventist Review), órgão geral de comunicação da igreja, foram lançados em Paris, Maine, em 1850; o Youth's Instructor em Rochester, Nova Iorque, em 1852; e o Signs of the Times em Oakland, Califórnia, em 1874. A primeira casa publicadora denominacional em Battle Creek, Michigan, começou a operar em 1855 e foi devidamente incorporada em 1861 com o nome de Associação de Publicação Adventista do Sétimo Dia.

O Instituto de Reforma da Saúde, conhecido mais tarde como Sanatório Battle Creek, abriu suas portas em 1866, e a obra da sociedade missionária foi estabelecida a nível estadual em 1872, e 1877 viu a formação das Associações das Escolas Sabatinas em todo o estado. Em 1903, a sede da denominação se mudou de Battle Creek, Michigan, para Washington, D.C., e em 1989 para Silver Spring, Maryland, aonde ela continua a formar o nervo central do trabalho sempre em expansão.

O Adventismo no Brasil

Houve por bem a especial providência divina que a mensagem adventista por meio da página impressa penetrasse no Brasil em 1879. Embora disseminada no começo por mãos ímpias, a nossa literatura, a boa semente, encontrou corações receptivos e frutificou abundantemente em nosso país.

Em 1878, Burchard, jovem alemão residente em Brusque/SC, cometera um crime, e para escapar à justiça local, foi ao porto de Itajaí, onde entrou como clandestino a bordo de um navio. Distante já do Brasil, o comandante o descobriu, e ordenou-lhe trabalhar a bordo como tripulante. Foi assim que durante a viagem, o jovem veio a conhecer dois missionários adventistas em trânsito, os quais lhe perguntaram se havia evangélicos no Brasil, chegando mesmo a dar-lhe estudos bíblicos e literatura denominacional. Burchard lembrou-se então do seu padrasto, Carlos Dreefke, luterano, que apreciava literatura religiosa, e forneceu àqueles missionários o endereço dele em Brusque, para que lhe enviassem literatura gratuita.

Através do Porto de Itajaí, em 1884, deu entrada no Brasil o primeiro pacote de literatura do advento, destinado ao Sr. Dreefke, residente em Brusque. O pacote referido foi ter às suas mãos quando se encontrava no armazém do Sr. Davi Hort. Porém o Sr. Dreefke temendo uma cilada, recusou-se recebê-lo porquanto não fizera encomenda alguma semelhante. Por insistência do Sr. Hort, resolveu abrir a correspondência e encontrou exemplares do periódico adventista escrito em língua alemã “Stimme der Warheit” (Voz da Verdade), publicado pela imprensa denominacional de Battle Creek, nos Estados Unidos.

O Sr. Dreefke, após retirar uma revista, deu as revistas para diversas pessoas, inclusive ao Sr. Hort, o dono do armazém. O resultado foi imediato. Dez famílias residentes em Brusque se tornaram interessadas na mensagem do advento, passando a solicitar mais literatura através do Sr. Dreefke.

A demanda de publicações adventistas para o Brasil foi aumentando cada vez mais e isto causou apreensão ao Sr. Dreefke, pois temia a responsabilidade pelo pagamento e então decidiu suspender os pedidos futuros. O Sr. Chikrevitowski, pediu para continuar com a responsabilidade de realizar os pedidos, mesmo que tivesse que pagar algum valor pela literatura, mas seu entusiasmo não durou muito.

Já em 1884, surge outro personagem, por nome Dresler, que se ofereceu para pagar e distribuir toda a literatura adventista que lhe chegasse às mãos. Sua conduta pessoal era, porém, muito censurável. Banido da Alemanha, por seu próprio pai, um pastor luterano, e que desejava para o filho a missão de pastor, mas que tomou a decisão extrema de banir seu filho para evitar uma desonra maior para sua família, já que Dresler se tornara um ébrio, entristecendo profundamente o seu pai.

Para garantir sua subsistência, Dresler tornou-se professor elementar em Brusque, sem contudo abandonar o alcoolismo. Até mesmo das revistas de publicações adventistas por ele vendidas ele usava para sustentar o seu vício. Por vezes suas mãos ficavam tão trêmulas que as revistas lhe caíam em plena rua, ou nas casas em que penetrava. Assim, acidentalmente nossa literatura era encontrada por varias pessoas nos mais diversos lugares, inclusive chegou a servir para embrulhar mercadorias, porquanto Dresler chegava a trocá-la por bebidas alcoólicas com taverneiros, quando não tinha dinheiro.

Apesar de tudo, o interesse pelos periódicos foi sempre crescendo e para atender os pedidos, Dresler sempre pedia maior quantidade de publicações. Novas revistas lhe foram enviadas, como o “Hausfreund” (Amigo do Lar) e até livros pequenos e grandes. Porém toda a literatura recebida, e já avaliada em centenas de dólares, Dresler jamais pagou um centavo de dólar, e a maioria do dinheiro foi consumido em álcool.

Em 1887, Guilherme Belz, imigrante alemão que residia na colônia de Gaspar Alto/SC, veio visitar seu irmão em Brusque e deparou com o livro “Gedanken uber das Buch Daniel” (Comentário Sobre o Livro de Daniel) de Urias Smith, que seu irmão tinha adquirido das mãos de Dresler.

O livro chamou atenção de Guilherme Belz e pediu-o emprestado a seu irmão, levou-o para casa e leu todo o livro com meditação e reflexão, impressionando-se com o capítulo “O Papado Muda o Sábado”. Acompanhando a leitura do livro com a Bíblia, convenceu-se de que o sábado é o dia de repouso original, instituído e ordenado pelo próprio Criador, e jamais a palavra de Deus autorizara em parte alguma a mudança do repouso sabático para outro dia. Em 1890 decidiu guardar o sábado com sua família, no que foi seguido posteriormente por vários vizinhos, totalizando vinte e duas pessoas. Foram os primeiros observadores do sábado no Brasil, mesmo sem conhecer nenhum missionário adventista.

Em maio de 1893, por designação da Associação Geral, o colportor Albert B. Stauffer chegou ao Brasil, desembarcando em São Paulo, após trabalhar por dois anos no Uruguai e na Argentina, com os seus companheiros E.W. Snyder e C. Nowlin. Recém chegado, Stauffer conheceu o Sr. Alberto Bachmeier, de origem alemã, revelando-lhe a mensagem adventista e conseguindo a sua conversão. Logo Stauffer o treinou na colportagem, e ambos passaram a vender a literatura denominacional em língua alemã, pois não havia em língua portuguesa.Isto tornava o trabalho dificultoso, pois tornava-se nescessário procurar pessoas de origem alemã que pudessem adquirir as revistas e os livros.

Bachmeier vendeu nossa literatura em Indaiatuba, Rio Claro, Piracicaba e em outras cidades do interior paulista e os primeiros interessados de São Paulo foram aparecendo: em Indaiatuba, a família de Guilherme Stein (pai); em Rio Claro, Guilherme e Paulina Meyer; e ainda em Piracicaba, o professor Guilherme Stein Jr. e senhora. Guilherme Stein Jr. era metodista e se converteu após leitura do livro “O Conflito dos Séculos”, da Sra Ellen White.

No início de 1894, chegou ao Brasil o segundo missionário adventista, W. H. Thurston, acompanhado da esposa, oriundo dos Estados Unidos. Sua missão era estabelecer no Rio de Janeiro um depósito de livros denominacionais para atender às nescessidades da colportagem local.

O mesmo navio que trouxe o casal Thurton para o Brasil, trazia juntamente o Pr. Francisco H. Westphal e família, que viajavam com destino à Argentina. O Pr. Westphal foi chamado pela Associação Geral para dirigir a Obra Adventista na América do Sul, e para batizar os primeiros adventistas da Argentina. Em 1895 o pastor Westphal foi chamado ao Brasil com o objetivo de batizar os primeiros conversos ao advento.

No mês de fevereiro de 1895, o Pr. Westphal desembarcou no Rio de Janeiro e acompanhado por Stauffer, o pastor seguiu primeiro para o interior de São Paulo a fim de batizar os primeiros conversos neste estado. O primeiro batizado foi o professor Guilherme Stein Jr, em abril de 1895, na cidade de Piracicaba, e seu batismo foi realizado no Rio Piracicaba, que na língua indígena significa colheita dos peixes. Interessante o simbolismo, porque este primeiro batismo seria apenas o primeiro passo para uma grande colheita de almas.

O segundo batismo foi em Rio Claro, com dois conversos: Guilherme e Paulina Meyer e logo após mais seis conversos foram batizados em Indaiatuba; Guilherme Stein (pai) e senhora e mais quatro filhos.

A viagem seguinte do pastor Westphal foi para Santa Catarina, a fim de batizar os conversos descobertos por Bachmeier. Neste itinerário o pastor passou por várias localidades e pregou a mensagem nas cidades de Joinville, Blumenau e outras cidades do estado de Santa Catarina deixando interessados trinta observadores do sábado em Joinville, os quais foram preparados para um batismo futuro.

Em Brusque o pastor Westphal encontrou oito conversos, batizando-os no sábado 8 de junho de 1895. Três dias após, quinze pessoas foram batizadas em Gaspar Alto, inclusive Guilherme Belz e família, Augusto Olm e família, Anna Wagner e o colportor Alberto Bachmeier, que embora convertido ainda não tinha sido batizado. Após o batismo todos participaram da Santa Ceia.

Precisamente em Gaspar Alto foi organizada em fevereiro de 1896 a primeira Igreja Adventista no Brasil, sob a supervisão do pastor Huldreich Graf. Neste mesmo ano, porém, já existiam no Brasil cinco grupos de conversos adventistas que já realizavam a escola sabatina, nas seguintes cidades: Campo dos Quevedos e Taquari/RS; Joinville/SC; Curitiba/PR; e Rio Claro em São Paulo.

Na igreja de Gaspar Alto em 1898, foi estabelecida a primeira escola adventista no Brasil, iniciada por Guilherme Stein Jr. Por volta de 1900 mais de cem membros pertenciam a igreja de Gaspar Alto, de onde saíram colportores, professores e alguns pastores que, unidos no mesmo ideal, trabalharam em regiões diversas espalhando a mensagem adventista pelo Brasil.

O aumento crescente de novos conversos e de interessados, principalmente nos estados da região sul do Brasil, Espírito Santo e Rio de Janeiro levou a Associação Geral a providenciar um pastor efetivo para o Brasil, bem como um dirigente da obra local. O primeiro foi o Pr. Huldreich Graft e o segundo o Pr. Frederico W. Spies. Viajaram e muito fizeram para o progresso da obra na qualidade de pioneiros, apesar dos muitos sacrifícios que tiveram de enfrentar no início de suas atividades, inclusive privações econômicas. Mas o que é essencial, é o fato de muitas almas serem ganhas pelos esforços de ambos os missionários, que lançaram bases firmes para o estabelecimento dos campos missionários que se seguiram.

A administração organizada do trabalho adventista no Brasil verificou-se, quase simultaneamente, no Rio de Janeiro em 1902, sob a supervisão do Pr. F. W. Spies, e em 1906, no Rio Grande o Sul (Taquari), a cargo do Pr. Huldreich Graf, os quais foram os primeiros dirigentes locais. Sendo que a região Sul do país ocorreu um maior progresso para a obra, naturalmente a primeira União estabelecida veio a ser a União Sul-Brasileira, em 1911.

Deus deu o crescimento em todas as áreas que abrangem a ação da Igreja, as publicações vieram primeiro.

No Brasil, a página impressa foi a cunha por excelência para a penetração da mensagem adventista; e o papel da colportagem a esse respeito ocupa um lugar destacado.

Além do desbravador A . B. Stauffer, dois irmãos colportores, Alberto e Frederico J. Berger, iniciaram no Rio Grande do Sul em 6 de agosto de 1895 o seu plano de vendas de literatura adventista nas colônias alemãs, porquanto só possuíam livros e periódicos em alemão, e ainda não existiam impressos em português com a nossa mensagem. Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Espírito Santo foram também trabalhados por estes valorosos colportores.

Estes pioneiros da colportagem eram verdadeiros heróis que rasgavam o sertão em sua montaria, levando seus livros, vivendo intrepidamente cada dia as suas surpresas e os percalços da jornada aventureira: calor, fome, chuva torrencial, frio, lama, ventania, muitas vezes dormindo ao relento e expostos a animais perigosos, mas não desanimavam em sua nobre missão.

A colportagem no Brasil começou a ter mais amplo campo de ação depois que a nossa literatura começou a sair em português.

A Casa Publicadora Brasileira é uma das 55 editoras pertencentes a Igreja Adventista do Sétimo Dia. Foi fundada em Julho de 1900, no Rio de Janeiro, mas em 1905 foi transferida para Taquari, Rio Grande do Sul.

Em 1907 estabeleceu-se em Santo André, São Paulo, e lá permaneceu por 78 anos. Mudou-se para Tatuí, interior de São Paulo, em 1985 e foi edificada em um terreno com mais de meio milhão de metros quadrados. Sua área construída hoje, mede 18.000 m2 e isso a torna a terceira maior Editora dos Adventistas no mundo. Louvamos a Deus por isso!

O primeiro periódico a ser publicado em português foi “O Arauto da Verdade” em Janeiro de 1900. Na época ainda não estávamos totalmente estruturados e nem se quer tínhamos equipamentos para imprimirmos nossa própria literatura. Hoje, graças as bênçãos de Deus e a tecnologia criada pelo homem, nosso consumo mensal de papel é de 240 toneladas aproximadamente.

Nosso primeiro livro publicado foi “A Vinda Gloriosa de Cristo”, em 1907, e esse título traduz a razão de nossa existência: anunciar a segunda vinda de Jesus através da literatura.

Muitos de nossos livros estão editados em mais de 200 línguas e dialetos e, no Brasil, produzimos centenas de títulos dos quais você poderá agora conhecer e adquirir sem sair de casa. É a Casa abrindo as portas para estar mais perto de você!

“Nada é mais importante do que a Educação de nossos jovens e crianças.” (E.G.White)

Onde penetra a mensagem adventista logo surgem escolas e colégios. Assim foi no Brasil, já no ano de 1896, em Curitiba/PR, numa casa à Rua Paula Gomes, 290, com o nome de Colégio Internacional passou a funcionar o primeiro educandário adventista, dirigido pelo professor Guilherme Stein Jr chegando a alcançar uma matrícula de 120 alunos no seu primeiro ano de existência. A Escola foi transferida para um prédio na avenida Cândido de Abreu, no qual resta atualmente apenas uma parte incorporada à fachada do Shopping Muller.

Em 1898 foi estabelecida a primeira escola missionária no Brasil, em Gaspar Alto, sob a direção do Prof. Guilherme Stein. Diversos missionários passaram por esta escola.

A segunda escola missionária foi fundada em Taquari/RS, em agosto de 1903, tendo como diretor o professor Emílio Schenk, mas em 1910 foi fechada pela obra, pois um plano melhor havia sido delineado: o estabelecimento de uma escola Missionária em São Paulo, para melhor servir aos vários campos, por motivo que a escola de Taquari no RS, não estava bem localizada.

Assim, em 1915 a obra adquiriu um terreno de cerca de 70 alqueires, a 23 Km da cidade de São Paulo, próximo a Santo Amaro, nesta nova propriedade foi estabelecida a terceira escola missionária no Brasil, o Seminário Adventista, conhecido depois por Colégio Adventista Brasileiro e atualmente por Instituto Adventista de Ensino. Foram seus fundadores J. Lipke e J. H. Boehm, e o primeiro professor foi o irmão Paulo Henning, que no dia 4 de julho de 1915 ministrou a primeira aula a 12 alunos.

Neste novo seminário, professores e alunos irmanados trabalharam com afinco, movidos pelo mesmo ideal. Desta maneira uma simples granja no meio do mato foi transformada num belo local apropriado para o preparo educacional dos futuros obreiros, no Brasil.

Em anos sucessivos outros educandários foram estabelecidos no Brasil: em 1937, o Ginásio Adventista de Taquara (Taquara/ RS), atual Instituto Adventista Cruzeiro do Sul, em 1939 o Instituto Teológico Adventista, hoje atual Instituto Petropolitano Adventista de Ensino (Pretrópolis/RJ); em 1947 o Ginásio Adventista Paranaense, sediado em Curitiba; Em 1943 , o Educandário Nordestino Adventista; em 1950, próximo a Campinas (S.Paulo) começou a funcionar o Ginásio Adventista Campineiro, atual Instituto Adventista São Paulo (IASP); em 1961 o Instituto Grão-Pará, em Belém.

Deus deu o crescimento em educação. Da escola de Gaspar Alto multiplicaram-se: internatos, escolas de 1º e 2º Grau, faculdades e agora também temos uma universidade.

Atualmente existe mais de 520 escolas (dados de 1999) distribuídas por todo o Brasil onde já estudaram mais de cento e vinte mil alunos.

A Obra médica, braço direito da mensagem, conforme Ellen White.

A IASD, em todos os tempos de sua existência, sempre contribuiu com as três necessidades básicas (segundo a ONU – Organização das Nações Unidas): Saúde, Educação e Social. A igreja acrescenta a quarta necessidade – Espiritual. Estas quatro necessidades básicas formam uma perfeita simbiose, quando levadas a efeito, para o bem-estar e salvação do ser humano. E nisto consiste a missão da igreja.

A reforma pró-saúde, em harmonia com Educação, Social e Publicações, constituem o pano de fundo da bandeira Adventista para a pregação do evangelho, em todas as partes do mundo.

Em 1896, o Pr. Huldreich Graf (Missionário norte americano), começou a ministrar no Brasil, princípios de saúde em forma hidroterapia, outros tratamentos naturais, alimentação vegetariana e outros. Em 1900, o Dr. Abel Gregory, médico e dentista americano, veio por conta própria, para Rio do sul, ensinar princípios de saúde, segundo os Adventistas. Em 1907, também dos EEUU, chegaram ao Brasil como missionários a Dra. Luísa Wurtz e Corina Hoy, enfermeira, para o mesmo trabalho. Em 1914, na cidade de Santo Amaro, SP, em sua grande série de evangelismo público, o evangelista J. Lipke enfrentava uma grande oposição da igreja Católica. Quando a Dra. Wurtz e a enfermeira Hoy, começaram a ministrar palestras de reforma – pró-saúde, a oposição se acalmou, e o evangelismo seguiu em paz para fundar a atual igreja da cidade de Santo Amaro, a igreja pioneira da zona sul de São Paulo.

No Rio Grande do Sul, Ernesto Bergold, aceitou a verdade Adventista por meio da reforma pró-saúde. Em 1928, no norte do então do estado de Goiás (hoje Tocantins), Ilha do Bananal. N. Allen, começou o trabalho médico assistencial missionário, entre a tribo indígena Carajá.

Em 1953, foi lançada no Rio Araguaia a lancha “Pioneira”, pilotada por Lair Montebelo. Enquanto isso, desde 1931, Leo e Jessie Halliwell, singravam o “rio-mar” Amazonas, curando e pregando aos milhares de ribeirinhos.

Em 1937, o presidente da União Sul Brasileira, pastor E. H. Wilcox (americano), chamou o Dr. Antônio Alves de Miranda, para ser o médico da União. Em 1939, foi fundada uma pequena clínica em São Paulo, chamada “Sanatório Boa Vista”. Em 1942, fundada a Casa de Saúde Liberdade, hoje, Hospital Adventista de São Paulo. Depois, vieram os demais hospitais e clínicas. Hoje temos no Brasil 4 clínicas e 7 hospitais.

A mensagem adventista no Brasil teve seu providencial e humilde começo ao seguinte tripé: Publicações, Educação e Saúde. Deste incipiente início, hoje, mais de 120 anos depois, podemos analisar os maravilhosos frutos que aí estão com 6 Missões, 23 Associações, 5 Uniões, muitas e prósperas instituições e até dezembro de 1999 mais de 930 mil membros batizados.

Deus tem abençoado ricamente Sua obra no Brasil, segundo podemos observar através deste rápido relatório histórico comparativo, passado e presente, que nos comprova que o trabalho e o sacrifício dos pioneiros que aqui vieram não foi em vão. Antes, porém, veio a frutificar com abundância, repetindo mais uma vez a maravilhosa parábola do semeador, e do sucesso da semente que caiu em boa terra. Louvado seja o nome do Senhor!

“Nada temos a recear quanto ao futuro, a menos que nos esqueçamos a maneira pela qual o Senhor nos tem guiado, e os ensinos que nos ministrou no passado.” (E.G.White).